domingo, 13 de abril de 2014

DIFERENÇA ENTRE SURDOCEGUEIRA E DEFICIÊNCIA MÚLTIPLA (DMU)




DIFERENÇA ENTRE SURDOCEGUEIRA E DEFICIÊNIA MÚLTIPLA (DMU)






Surdocegueira é uma condição que apresenta outras dificuldades além daquelas causadas pela cegueira e pela surdez. O termo hifenizado indica uma condição que somaria as dificuldades da surdez e da cegueira. A palavra sem hífen indica uma diferença, uma condição única e o impacto da perda é multiplicativo e não aditivo (LAGATI. 1995, p. 306).
Mclnnes (1999) diz que, a premissa básica é que a surdocegueira é uma deficiência única que requer uma abordagem específica para favorecer a pessoa com surdocegueira e um sistema que dar este suporte.   
A defesa tátil é a forma como a criança experimenta e reage de maneira negativa e emocionalmente às sensações do tato, um exemplo, segundo Ayres (1082), para tocar na areia, a professora na posição mão sob mão tenta motivar a aluna para tocar e desfrutar do tanque de areia.
A redução na quantidade de estimulação recebida do mundo externo pode resultar em hábitos substantivos e inapropriados de auto-estimulação pela pessoa com surdocgueira. Como, por exemplo: movimentação contínua, balanceio, mexer os dedos na frente dos olhos, olhar fixo para frente da luz ou a repetição ritualística de atividades específicas (MEC, 2010).
Se uma comunicação efetiva não for estabelecida na infância, a pessoa pode ao crescer, tornar-se um jovem ou adulto com comportamentos inadequados para se comunicar. Pode utilizar, assim, às vezes a força física para poder dizer que não quer algo como, por exemplo: empurrar a pessoa ou retirar da mão de uma pessoa algo que deseja (MEC, 2010).







São consideradas pessoas com Deficiência Múltipla aquelas que “têm mais de uma deficiência associada. É uma condição heterogênea que identifica diferentes grupos de pessoas, revelando associação diversas de deficiências que afetam, mais ou menos intensamente, o funcionamento individual e o relacionamento social” (MEC/SEESP, 2002).
“O termo deficiência múltipla tem sido utilizado, com frequência, para caracterizar o conjunto de duas ou mais deficiências associadas, de ordem física, sensorial, mental, emocional ou de comportamento social. No entanto, não é o somatório dessas alterações que caracterizam a múltipla deficiência, mas sim o nível de desenvolvimento, as possibilidades funcionais, de comunicação, interação social e de aprendizagem que determinam as necessidades educacionais dessas pessoas.” (MEC. 2006)
“Considera-se uma criança com deficiência múltipla sensorial aquela que apresenta deficiência visual ou auditiva, associada a outras condições de comportamentos e comprometimentos, sejam elas na área física, intelectual ou emocional, e dificuldade de aprendizagem.” (MEC/SEESP/2006).
Quase sempre, os canais de visão e audição não são os únicos afetados, mas também outros sistemas, como os sistemas tátil (toque), vestibular (equilíbrio), proprioceptivo (posição corporal), olfativo (aromas e odres) ou gustativo (sabor). “Comprometimentos em uma dessas áreas podem ter um efeitos singular no funcionamento, aprendizagem e desenvolvimento da criança (Perreault, 2002).”
As pessoas com surdocegueira e com deficiência múltipla, que não a presentam graves problemas motores, precisam aprender usar as duas mãos. Isso para servir como tentativa de minorar as eventuais estereotipias motoras e pela necessidade do uso de ambas para o desenvolvimento de um sistema estruturado de cominicação.










REFERÊNCIAS

BRASIL. Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar: surdocegueira e deficiência múltipla. Brasília: MEC/SEESP/UFC, 2010.


2 comentários:

  1. Colega Damião, entende-se que é importante e necessária a mediação da comunicação com as pessoas com surdocegueira, para que elas possam receber, interpretar e conhecer o que está à sua volta. Parabéns pelo trabalho.

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  2. Concordo colega,se a pessoa com deficiência aprender se comunicar desde criança, quando adulto terá facilidade em ser compreendido da forma correta.

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