segunda-feira, 10 de março de 2014

Educação Escolar da Pessoa com Surdez


 Educação Escolar da Pessoa com Surdez

As discussões sobre a educação escolar da pessoa com surdez se constituiram a partir do embate político e epistemológico entre os gestualistas e oralistas, e continua ganhando espaço através das pesquisas científicas e debates em conferências sobre políticas públicas com propostas e práticas que direcionem às escolas trabalharem com todas as diferenças humanas, como forma de suparar as barreiras que causam exclusão escolar e social.
As concepções pedagógicas desenvolvidas pelas escolas comuns ou especiais, que trabalham com pessoas com surdez fundamentam o trabalho por meio das abordagens: oralista, comunicação total e a abordagem bilinguismo. Assim, Montoam nos alerta dizendo que:
“Precisamos provocar um impacto político-social e educacional, rompendo com os modelos lineares do pensar e do agir humano e reconstruir as escolas, de modo que ostente valores e atitudes diferentes, frete às práticas educacionais. Há que se pensar em uma escola que se organiza para todos e na qual as diferenças sejam reconhecidas e valorizadas” (Mantoan, 2003).
Portanto, é urgente a necessidade do envolvimento ativo de todos que compõem a escola, das famílias, da comunidade e dos líderes do executivo em busca da reorganização das escolas a nível físico, de recursos materiais pedagógico, tecnológico e humano/profissional. Poker (2001) apud Damázio (2005) faz essa afirmação: “(...) Mais do que uma íngua, as pessoas com surdez precisam de ambientes educacionais estimuladores, que desafiem o pensamento e exercitem a capacidade cognitiva desses alunos”.
A Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva de pessoas com surdez (2008), disponibiliza o AEE em três momentos didático-pedagógicos, a fim de promover ao aluno com surdez o acesso ao conhecimento escolar em duas línguas: em libras e em língua portuguesa e de libras, como garantia de direito a sua participação ativa nas aulas, bem como o desenvolvimento do seu potencial cognitivo, afetivo, social e linguístico com os colegas da sala de aula e da escola comum, profissionais da escola, família e na sociedade.
Diante disso, percebe-se que muitos avanços aconteceram e que é preciso mais. Não dar para fechar os olhos e fazer de conta que a pessoa com surdez não faz parte deste mundo, que muitos dizem democrático porém não respeitam seu direitos como todo cidadão.





REFERÊNCIAS

BRASIL. A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar: abordagem bilíngue na escolarização da pessoa com surdez / Carla Barbosa Alves, Josimário de Paula Ferreiro, Mirlene Macedo Damázio, Brasília: MEC, SEE: UFC, 2010.

DAMÁZIO, Mirlene Ferreira Macedo. Educação Escolar para Pessoas com Surdez na Escola Comum – Questões Polêmicas e Avanços Contemporâneos. Anais do II Seminário Educação Inclusiva: Direito à Diversidade – Ensaios Pedagógicos – Construindo Escolas Inclusivas, ME/SEESP, 2005.

DAMÁZIO, Mirlene Ferreira Macedo. Educação Escolar da Pessoa com Surdez: uma rápida contextualização histórica.     

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