domingo, 8 de dezembro de 2013

AUDIODESCRIÇÃO




 
A charge de Ricardo Ferraz mostra duas pessoas com deficiência visual no cinema, assistindo a um filme com audiodescrição. Dentro de balõezinhos, o comentário do rapaz: Nossa, que lugar lindo!!! E da moça: É mesmo!  O audiodescritor, com fones de ouvido, está dentro de uma cabine envidraçada com o roteiro na mão e na frente do microfone. Sobre sua cabeça, um balãozinho com letrinhas. Do microfone saem ondas sonoras que chegam até os cegos como um olho.
Essa atividade possibilitou compreender o que é a audiodescrição e como desenvolver a atividade com o aluno cego ou com baixa visão no AEE e em sala de aula comum. A audiodescritora diz que “A audiodescrição vem, aos poucos, conquistando espaço e adeptos em eventos culturais, tais como: peças, filmes, documentários, óperas, espetáculos de dança, desfiles de moda, mostras e exposições em museus; acadêmicos: congressos, seminários, ciclos de palestras, sala de aula; passeios turísticos, eventos esportivos e sociais”.  Portanto, quem experimenta sente-se respeitado e incluído, participa dos eventos em igualdade de condições e não quer mais ficar sem essa ferramenta de acessibilidade. Mais e mais pessoas têm manifestado o desejo de fazer cursos, tornarem-se profissionais. Pois, Já são vários os sites que abordam o tema, apresentam exemplos de produtos audiovisuais com audiodescrição, artigos e notícias.
A autora apresenta uma definição dizendo "A audiodescrição é um recurso de acessibilidade que amplia o entendimento das pessoas com deficiência visual em eventos culturais, gravados ou ao vivo, como: peças de teatro, programas de TV, exposições, mostras, musicais, óperas, desfiles e espetáculos de dança; eventos turísticos, esportivos, pedagógicos e científicos tais como aulas, seminários, congressos, palestras, feiras e outros, por meio de informação sonora" (MOTTA, 2010).
Uma outra informação muito importante sobre a audiodescrição feita pela autora é quando ela diz que “É uma atividade de mediação linguística, uma modalidade de tradução intersemiótica, que transforma o visual em verbal, abrindo possibilidades maiores de acesso à cultura e à informação, contribuindo para a inclusão cultural, social e escolar. Além das pessoas com deficiência intelectual, idosas e disléxicos (MOTTA, 2010).
Portanto, conclui-se lembrando que essa prática de se descrever o mundo visual para pessoas não-videntes é imemorial, quando se fala sobre atividade técnica e profissional. Essa técnica surgiu em meados da década dos anos 70 nos Estados Unidos, através das ideias de Gregory Frazier na dissertação de mestrado, e hoje se ver como um recursos valioso, com contribuição significativa na prática pedagógica dos professores, e principalmente para as pessoas com baixa visão e cegueira e/ou pessoas com deficiência intelectual, idosos e disléxicos que também têm necessidades específicas e precisam de recursos de acessibilidade desse tipo como muito bem mostra a autora.