A charge de Ricardo Ferraz
mostra duas pessoas com deficiência visual no cinema, assistindo a um filme com
audiodescrição. Dentro de balõezinhos, o comentário do rapaz: Nossa, que lugar
lindo!!! E da moça: É mesmo! O audiodescritor,
com fones de ouvido, está dentro de uma cabine envidraçada com o roteiro na mão
e na frente do microfone. Sobre sua cabeça, um balãozinho com letrinhas. Do
microfone saem ondas sonoras que chegam até os cegos como um olho.
Essa atividade possibilitou
compreender o que é a audiodescrição e como desenvolver a atividade com o aluno
cego ou com baixa visão no AEE e em sala de aula comum. A audiodescritora diz
que “A audiodescrição vem, aos poucos, conquistando espaço e adeptos em eventos
culturais, tais como: peças, filmes, documentários, óperas, espetáculos de
dança, desfiles de moda, mostras e exposições em museus; acadêmicos:
congressos, seminários, ciclos de palestras, sala de aula; passeios turísticos,
eventos esportivos e sociais”. Portanto,
quem experimenta sente-se respeitado e incluído, participa dos eventos em
igualdade de condições e não quer mais ficar sem essa ferramenta de
acessibilidade. Mais e mais pessoas têm manifestado o desejo de fazer cursos,
tornarem-se profissionais. Pois, Já são vários os sites que abordam o tema,
apresentam exemplos de produtos audiovisuais com audiodescrição, artigos e
notícias.
A autora apresenta uma
definição dizendo "A audiodescrição é um recurso de acessibilidade que
amplia o entendimento das pessoas com deficiência visual em eventos culturais,
gravados ou ao vivo, como: peças de teatro, programas de TV, exposições,
mostras, musicais, óperas, desfiles e espetáculos de dança; eventos turísticos,
esportivos, pedagógicos e científicos tais como aulas, seminários, congressos,
palestras, feiras e outros, por meio de informação sonora" (MOTTA, 2010).
Uma outra informação muito
importante sobre a audiodescrição feita pela autora é quando ela diz que “É uma
atividade de mediação linguística, uma modalidade de tradução intersemiótica, que
transforma o visual em verbal, abrindo possibilidades maiores de acesso à
cultura e à informação, contribuindo para a inclusão cultural, social e
escolar. Além das pessoas com deficiência intelectual, idosas e disléxicos
(MOTTA, 2010).
Portanto, conclui-se
lembrando que essa prática de se descrever o mundo visual para pessoas
não-videntes é imemorial, quando se fala sobre atividade técnica e
profissional. Essa técnica surgiu em meados da década dos anos 70 nos Estados
Unidos, através das ideias de Gregory Frazier na dissertação de mestrado, e
hoje se ver como um recursos valioso, com contribuição significativa na prática
pedagógica dos professores, e principalmente para as pessoas com baixa visão e
cegueira e/ou pessoas com deficiência intelectual, idosos e disléxicos que
também têm necessidades específicas e precisam de recursos de acessibilidade
desse tipo como muito bem mostra a autora.

