Educação Escolar da Pessoa com Surdez
As discussões sobre a
educação escolar da pessoa com surdez se constituiram a partir do embate
político e epistemológico entre os gestualistas e oralistas, e continua
ganhando espaço através das pesquisas científicas e debates em conferências
sobre políticas públicas com propostas e práticas que direcionem às escolas
trabalharem com todas as diferenças humanas, como forma de suparar as barreiras
que causam exclusão escolar e social.
As concepções pedagógicas
desenvolvidas pelas escolas comuns ou especiais, que trabalham com pessoas com
surdez fundamentam o trabalho por meio das abordagens: oralista, comunicação
total e a abordagem bilinguismo. Assim, Montoam nos alerta dizendo que:
“Precisamos
provocar um impacto político-social e educacional, rompendo com os modelos
lineares do pensar e do agir humano e reconstruir as escolas, de modo que
ostente valores e atitudes diferentes, frete às práticas educacionais. Há que
se pensar em uma escola que se organiza para todos e na qual as diferenças sejam
reconhecidas e valorizadas” (Mantoan, 2003).
Portanto, é urgente a necessidade do
envolvimento ativo de todos que compõem a escola, das famílias, da comunidade e
dos líderes do executivo em busca da reorganização das escolas a nível físico,
de recursos materiais pedagógico, tecnológico e humano/profissional. Poker
(2001) apud Damázio (2005) faz essa afirmação: “(...) Mais do que uma íngua, as
pessoas com surdez precisam de ambientes educacionais estimuladores, que
desafiem o pensamento e exercitem a capacidade cognitiva desses alunos”.
A Política Nacional de Educação Especial na
Perspectiva da Educação Inclusiva de pessoas com surdez (2008), disponibiliza o
AEE em três momentos didático-pedagógicos, a fim de promover ao aluno com
surdez o acesso ao conhecimento escolar em duas línguas: em libras e em língua
portuguesa e de libras, como garantia de direito a sua participação ativa nas
aulas, bem como o desenvolvimento do seu potencial cognitivo, afetivo, social e
linguístico com os colegas da sala de aula e da escola comum, profissionais da
escola, família e na sociedade.
Diante disso, percebe-se que muitos
avanços aconteceram e que é preciso mais. Não dar para fechar os olhos e fazer
de conta que a pessoa com surdez não faz parte deste mundo, que muitos dizem
democrático porém não respeitam seu direitos como todo cidadão.
REFERÊNCIAS
BRASIL. A Educação Especial
na Perspectiva da Inclusão Escolar: abordagem bilíngue na escolarização da pessoa
com surdez / Carla Barbosa Alves, Josimário de Paula Ferreiro, Mirlene Macedo
Damázio, Brasília: MEC, SEE: UFC, 2010.
DAMÁZIO, Mirlene Ferreira
Macedo. Educação Escolar para Pessoas com Surdez na Escola Comum – Questões
Polêmicas e Avanços Contemporâneos. Anais do II Seminário Educação Inclusiva:
Direito à Diversidade – Ensaios Pedagógicos – Construindo Escolas Inclusivas,
ME/SEESP, 2005.
DAMÁZIO, Mirlene Ferreira
Macedo. Educação Escolar da Pessoa com Surdez: uma rápida contextualização
histórica.